Rua de Xabregas, 67, 1º

1900-439 Lisboa

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Seg-Sex: 10h00 às 18h00

A nova Cidade

O Beato é uma das mais antigas freguesias de Lisboa e, dentro das suas fronteiras, guarda realidades distintas e ricas, desde a História ao património, da dinâmica social aos serviços, concedendo à cidade, ainda uma frente de rio que queremos ver devolvida aos seus moradores.

Lugar de antigas quintas e palacetes, o Beato acolhe hoje o Hub Criativo do Beato, projeto que dará à freguesia uma dinâmica renovada de urbanidade. Entretanto, e nos últimos anos, a requalificação social e urbana tem posto em marcha inúmeros projetos que visam melhorar a qualidade de vida das populações.

No menu de navegação, ali em cima, pode aceder a toda a informação básica sobre este lugar, outrora chamado de Beato António, onde milhares de pessoas vivem e disfrutam da vida lisboeta, entre a modernidade e a tradição.

O Beato e o seu passado histórico

Longe vão os tempos em que para se sair da cidade de Lisboa, em direção ao Norte do País, se tinha de passar pela estrada do viaduto de Xabregas. Lisboa, a capital formosa do Império, terminava na pequena povoação do Beato António (atual Freguesia do Beato), que fazia fronteira com o Concelho dos Olivais e tinha nas proximidades a aldeia de Marvila, um povoado de alguns casebres, reunidos à volta do Palácio do Marquês de Abrantes.

A transição da cidade para o campo, ainda sem os contrastes dos tempos modernos, era serena e a paisagem, enriquecida com a presença de um Tejo sadio, dominada pelos palacetes e quintas da Nobreza.

Xabregas, o centro nevrálgico não só da freguesia, mas de toda a zona oriental da cidade, era o cartão de visita dos sítios do Beato António, compreendido na então Paróquia de S. Bartolomeu, cuja origem se perde na conquista da nacionalidade.

No largo de Xabregas, onde antes o rio chegara à entrada principal do Paço Real, morada de El-Rei D. Afonso III, “O Bolonhês”, juntavam-se no final do século XIX e nos princípios do século XX, as carroças de transporte dos mecanismos industriais, das matérias primas e dos primeiros produtos vindos das fábricas.

O terramoto de 1755 destruiu ou danificou grande parte dos inúmeros palácios, conventos e casas da nobreza desta Paróquia e a Revolução Liberal de 1832 que, em muitos casos, não controlou a profanação dos templos cristãos existentes, foram sem dúvida os mais importantes fatores de transformação do espaço onde hoje se situa a Freguesia do Beato.

O cataclismo que abalou a cidade em meados do século XVIII teve um efeito devastador na zona oriental. Conventos, mosteiros, igrejas e o próprio Paço Real de Xabregas, em poucos minutos ruíram como castelos de cartas. Dos escombros pouco se aproveitou e a solução foi, na maioria dos casos, fazer edifícios novos.

Por outro lado, a Revolução Industrial, cujos vestígios ainda hoje permanecem em toda a zona ribeirinha oriental, alterou completamente os hábitos e costumes da população do Beato e transformou a freguesia. Os campos abertos deram lugar às fábricas e à construção de bairros habitacionais para as famílias operárias. A paisagem foi alterada radicalmente em poucos anos e, daquela época em que o Beato era campestre, restam hoje pouco mais do que as pequenas hortas do Vale de Chelas.

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