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História da Indústria no Beato

A industrialização e a expansão burguesa, proporcionada pelo Liberalismo, foram fatores decisivos para a mudança do espaço desta freguesia, verificada a partir de meados do século XIX.

Ao lado das fábricas erguidas, na grande maioria das vezes a partir de casas religiosas, começaram a ser edificadas habitações para as famílias operárias, regra geral as mais carenciadas. Nasciam assim as Vilas Operárias.

Uma nova classe social apareceu então em Portugal: o operariado.

A extinção das Ordens Religiosas e a consequente venda em hasta pública dos edifícios, decretada pelo Governo Liberal, incentivou o estabelecimento industrial na zona oriental de Lisboa.

A proximidade do Tejo foi sem dúvida um contributo decisivo para que se concretizasse a industrialização do Beato, o mesmo sucedendo no final do século XIX com a inauguração do caminho de ferro. A necessidade de escoamento das mercadorias motivaria a ampliação do Porto de Lisboa, desde Santa Apolónia a Cabo Ruivo.

A indústria foi cimentando raízes na parte sul da cidade, em contacto direto com o rio, formando uma cintura que ligava a parte Este e a parte Oeste.

Segundo o historiador Alberto Pimentel, no princípio do século XX, em 1908, existiam no Beato as seguintes unidades fabris:

  • Fábrica João de Brito (hoje fábrica “A Nacional”);
  • Fábrica de preparo de cortiça, de José Viallonga;
  • Fábrica de licor, de Moraes Ferrão & Irmãos;
  • Companhia Portuguesa de Fósforos;
  • Fábrica de Sabão, pertencente à viúva Macieira & Filhos;
  • Fábrica de Sabão, pertencente a Sousa & Cia.;
  • Fábrica de Grude, de Ignácio de Magalhães Basto & Cia.;
  • Fábrica de Fiação e Tecidos de Lã, de José Lourenço Madely & Filhos;
  • Fábrica de Fiação e Tecidos de Lã, de José Pedro Mattos;
  • Fábrica de Fiação e Tecidos de Lã, de Ignácio de Magalhães Basto & Cia.;
  • Fábrica de Fiação.

A sede da Companhia da Borracha-Monopólio de Portugal, uma Associação de Socorros Mútuos, com o título do Marquês de Abrantes e a Escola Feminina Casal Ribeiro, eram outros estabelecimentos localizados por Alberto Pimentel, no Beato.

A zona do Vale de Chelas, tal como hoje a conhecemos, reflete a paisagem industrial do século passado, sendo atualmente conhecido como “o cemitério de fábricas”.

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